Como sei se tenho direito a uma cidadania europeia?
Comece pelo antepassado que veio da Europa: de que país ele era, quem ele é para você (pai, avô, bisavô) e em que ano chegou ao Brasil. Com essas três informações já dá para saber qual caminho faz sentido. Você pode mandar isso pelo formulário de análise.
Vou perder a cidadania brasileira?
Não. A Constituição brasileira permite manter a cidadania brasileira quando outro país reconhece a sua cidadania por descendência.
Não tenho nenhum documento do meu antepassado. Dá para começar?
Dá. Encontrar os documentos é justamente o trabalho da pesquisa. Nome, sobrenome, cidade onde a família morou no Brasil e uma idade aproximada já servem de ponto de partida.
Quanto tempo leva?
Depende do país e de quantos documentos precisam ser encontrados. A pesquisa costuma levar de semanas a alguns meses. Depois, o tempo de análise é do consulado ou do órgão do país.
A SisDadania é um escritório de advocacia?
Não. A SisDadania faz pesquisa genealógica e assessoria documental. Quando um caso exige ação judicial, você é orientado a procurar um advogado habilitado no país.
O que é certidão em inteiro teor?
É a certidão que reproduz o registro completo, com todas as anotações. Processos de cidadania quase sempre pedem esse tipo, e não a certidão resumida.
O que é apostilamento?
É a autenticação feita em cartório que faz um documento brasileiro valer em outro país que faz parte da Convenção da Apostila de Haia.
Meu sobrenome está escrito diferente em cada certidão. É problema?
Pode ser. Divergências de nome e data entre gerações são comuns e, dependendo do país, precisam ser corrigidas por retificação antes do pedido. A pesquisa aponta quais são relevantes.
Primos e tios podem usar a mesma pesquisa?
Sim. Quem descende do mesmo antepassado aproveita a mesma certidão e boa parte da árvore.
Atendem pessoas de outras cidades?
Sim. O trabalho é feito a distância, e os documentos podem ser enviados digitalmente.
Sou bisneto de italiano. Ainda tenho direito?
Pela Lei 74/2025, o reconhecimento automático para bisnetos nascidos no exterior deixou de existir na maior parte dos casos. Existem exceções, por exemplo se seu pai ou sua mãe já tiver a cidadania reconhecida ou se o pedido tiver sido feito até 27/03/2025. Vale analisar a árvore inteira antes de desistir.
Meu avô português já morreu. Ainda posso pedir?
Sim. O pedido como neto não depende de o avô estar vivo, desde que ele não tenha perdido a nacionalidade portuguesa em vida.
Perdi o prazo da Lei dos Netos. Não tem mais jeito?
Ainda pode haver caminho, principalmente se seu pai, sua mãe ou um avô vivo for filho de espanhol e puder pedir primeiro. Vale analisar a família antes de desistir.
Meu bisavô veio da Alemanha em 1890. Tenho direito?
Talvez não pela descendência direta, porque emigrantes daquela época costumavam perder a cidadania depois de 10 anos fora. Mas existem exceções e outros caminhos, então vale olhar os documentos.
Meu antepassado aparece como austríaco nos documentos. Pode ser croata?
Pode. Antes de 1918, a Croácia fazia parte do Império Austro-Húngaro, e muitos croatas chegaram ao Brasil registrados como austríacos. A pesquisa da cidade de origem esclarece isso.
Meu bisavô era austríaco, mas não foi perseguido. Tenho direito?
Talvez, pela descendência direta, desde que a linha não tenha sido interrompida por uma naturalização. É preciso olhar as datas.